Operação "Manirroto" foi deflagrada nesta quinta-feira, 28.
Foram investigados crimes tributários e contra o sistema financeiro.
Agentes cumpriram mandados de apreensão em
empresas e residências dos envolvidos no esquema
(Foto: Reprodução/ TV Liberal)
Empresas envolvidas em um esquema de fraudes tributárias e crimes contra o sistema financeiro, como lavagem de dinheiro, sonegaram mais de R$ 20 milhões segundo investigações da Polícia Federal do Pará divulgadas nesta quinta-feira (28). Realizada em parceria com a Receita Federal, a “Operação Manirroto” cumpriu 56 mandatos judiciais, sendo sete de prisão temporária.empresas e residências dos envolvidos no esquema
(Foto: Reprodução/ TV Liberal)
Cento e vinte policiais federais e 40 servidores da RF participaram da operação, que investigou uma organização criminosa que utilizava empresas de factoring para cometer crimes tributários e lavagem de dinheiro. Na residência de um dos suspeitos de envolvimento no esquema, ex-gerente do Bradesco e presidente do Sindicato de Factoring do Pará, os agentes da PF encontraram R$ 11 milhões em dinheiro.
As empresas de factoring têm como objetivo fornecer recursos financeiros para viabilizar atividades de pequenas e médias empresas. No esquema criminoso, ao invés disso, o dinheiro, que deveria chegar a pessoas jurídicas, era emprestado a juros para pessoas físicas, atividade que só é permitida por instituições bancárias.
Mais de R$ 20 milhões de imposto foram sonegados à Receita Federal (Foto: Reprodução/ TV Liberal)As investigações iniciaram há um ano após suspeitas de que pessoas físicas e grupos empresariais praticavam atividades ilícitas. Durante os trabalhos de investigação, foi descoberto que pessoas ligadas ao grupo suspeito seriam beneficiárias “laranjas”, pessoas que emprestariam suas contas bancárias para servir de entreposto ao dinheiro movimentado pelo grupo, que repassava depois para os verdadeiros destinatários.
O grupo criminoso mostrou, durante as investigações da PF, um grande avanço financeiro, ostentando bens de luxo incompatíveis com os rendimentos declarados à Receita Federal. O nome da operação faz alusão à designação dada à pessoa que é gastadora, esbanjadora.
Os suspeitos de envolvimento no esquema estão à disposição do Sistema Penal e vão responder por crimes contra o sistema financeiro, ordem tributária e lavagem de dinheiro.

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