A retirada do clitóris é comum principalmente no Oriente Médio e na África
No aniversário de Maomé, por exemplo, o ritual é feito de forma comunitária e as famílias de mais de 200 meninas recebem dinheiro para a circuncisão em massa em homenagem ao profeta. Os médicos usam tesoura para cortar partes do clitóris. Acreditam que as meninas não circuncidadas não podem permanecer puras depois de urinar e as orações jamais serão ouvidas.
A Organização Mundial de Saúde condena o ritual e considera uma barbárie. Muitas vezes o processo de cicatrização é longo e inseguro. O procedimento em si pode causar sangramento e infertilidade, e até mesmo levar à morte.
Desde 1997, o Egito proibiu a circuncisão feminina, exceto em casos de “necessidade médica”. Para driblar a lei e dar vazão às crendices religiosas, os pais recebem a visita de parteiras em casa, é muito mais barato do que no ambulatório. No entanto, pode ser fatal, uma vez que a operação é feita sem desinfecção e anestesia.
As imagens são muito fortes. Foram feitas pela fotógrafa Stephanie Sinclair, uma fotojornalista americana conhecida por explorar as questões mais sensíveis dos direitos humanos ao redor do mundo.

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